Depoimentos

NORBERTO CHADAD,
NORBERTO CHADAD, Diretor Geral Thomas Case Associados
Joaquim Botelho é um exemplo de jornalista a ser seguido: íntegro, verdadeiro, capaz! Seus textos escritos a partir de temas que sugiro, são claros e objetivos, sempre enriquecidos com fatos ou frases históricas que caracterizam sua extraordinária cultura. Orgulho-me de privar da amizade do Joaquim, sempre pronto a colaborar com quem o procura.
JORGE VICENTE
JORGE VICENTE
Conheci a obra de Joaquim Maria Botelho através do programa de televisão de Ralph Peter. Fui pesquisar textos e gostei tanto que resolvi lhe convidar para a revista literária portuguesa «Incomunidade», da qual faço parte. A partir dessa altura, o nosso contacto tem sido óptimo: muitos textos compartilhados, muita leitura, muitas alegrias literárias (a maior de todas foi talvez a leitura do conto «A Inhuma e o Tuiuiú», sublime! Ao ler o texto, tive vontade de fazer a Transpantaneira! Obrigado, Joaquim, por todas estas alegrias e por todas estas palavras partilhadas!
FÁBIO LUCAS,
FÁBIO LUCAS, Crítico literário, ensaísta, ficcionista Academia Paulista de Letras
O que enaltece o desempenho artístico de Joaquim Maria Botelho é a estratégia narrativa, inovadora, com que encara a organização dos conteúdos. Sob esse ponto de vista, os aspectos gestuais de cunho biográfico, políticos e historiográficos se secundarizam perante o engenho literário com que os conteúdos se realizam.
TEOLINDA GERSÃO,
TEOLINDA GERSÃO, Escritora e Professora Universidade Nova de Lisboa
Considero Joaquim Maria Botelho um notável escritor. Bastou-me ler “O Livro de Rovana” para ficar rendida à sua enorme capacidade de dar vida a personagens, criar ambientes e descrever situações. Sendo a biografia de uma sua irmã, e nela sendo ele mesmo participante e testemunha , saliento a objectividade do narrador, que se mantém emocionalmente neutro e o mais possível invisível, para trazer para primeiro plano a personagem, portadora de deficiência, e deixando-a revelar-se, através da sua história e sobretudo através dos diários que ela própria arduamente escreveu ao longo de anos. Relato de uma vida que supera o insuperável, o livro é também em parte a escrita de uma escrita - diferente da usada pelo nosso código socialmente aceite. Daí o estranhamento, o choque, a perplexidade do leitor perante a poesia “involuntária” que por vezes irrompe na escrita de Rovana. Mas não é justamente isso o que de melhor um livro nos pode dar – a surpresa de uma visão “outra”, de um mundo” desconhecido”, de um “dizer” diferente?